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17 de abr. de 2011

"Bill e Ted - Uma Aventura Fantástica" (1989), de Stephen Herek

Em “Bill e Ted - Uma Aventura Fantástica”, Ted será enviado para um colégio militar caso Bill e ele, saiam-se mal no relatório final de História da Humanidade, cujo tema é, “O que importantes figuras históricas achariam de San Dimas em 1988”. Acontece que para o futuro Bill e Ted serão pessoas muito importantes e diante da iminente reprovação, Rufus é enviado do futuro para ajudá-los a se sair bem no teste e evitar que os dois sejam separados. Para isso eles receberão de Rufus uma máquina do tempo em forma de cabine telefônica, com a qual poderão visitar diferentes períodos da história.

Eles são muito importantes para o futuro da humanidade, isso não lembra outro filme? “O Exterminador do Futuro” (1984). E me diga se eu estou enganado, mas essa cabine tem alguma coisa que lembra o De Lorean o carro maquina do tempo de “De Volta para o Futuro” (1985).

Infelizmente a parte que deveria ser a mais interessante do filme, que é o encontro das protagonistas com as figuras históricas, Napoleão, Sócrates, Freud, Beethoven, Gengis Khan, Abraham Lincon, não é explorada para valer e realmente não acrescenta nada ao filme.

Mas não desanimem de assistir a franquia ela fica melhor no segundo filme, “Bill e Ted - Dois Loucos no Tempo” (1991). Segundo Keanu Reaves que interpreta Ted, em breve teremos mais uma continuação.

PARA ACOMPANHAR: PIPOCA


2 de abr. de 2011

COMO FAZER UM FILME COM U$5.000,00. "127 horas" (2010) e "Enterrado Vivo" (2010).

Quem se lembra do filme "A Bruxa de Blair" (1999), de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez? Esse filme marcou o mercado cinematográfico arrecadando 248 milhões de dólares e custando para para os produtores apenas 60 mil dólares. Recentemente, o lançamento de "Atividade Paranormal" (2007), de Oren Peli, arrecadou 193 milhões de dólares e custou menos ainda, somente 15 mil dólares.

Em 2010 foram lançados "127 horas" de Danny Boyle "A Praia" (2000), e "Enterrado Vivo" de Rodrigo Cortés. "127 horas" conta a história real de um jovem que ao se aventurar por uma região de cânions em Utah, EUA, fica preso entre rochas sem socorro. "Enterrado Vivo" conta a história de um motorista de caminhão que está trabalhando no Iraque; ele é capturado e enterrado, por terroristas, em uma caixa de madeira. O foco principal dos dois filmes são os momentos de angústia vividos pelos protagnonistas. Um único cenário. Atuações solitárias. "127 horas" ainda recebeu 3 indicações para o Globo de Ouro, e 6 para o Oscar.

Infelizmente eu precisarei decepcioná-los leitores internautas, mas esses filmes não custaram 5 mil dólares. Segundo o orçamento divulgado de "127 horas" foram gastos 18 milhões para sua produção e, segundo Roberto Cortés, o custo da produção de "Enterrado Vivo" foi de aproximadamente 3 milhões de dólares. Pelo menos foi isso que disseram. Compare esses filmes com os que citei acima e veja se você consegue me responder, onde foi gasto esse dinheiro todo? Os filmes não custaram U$5.000,00, mas bem que poderiam ter custado, não poderiam?!





17 de mar. de 2011

O Massacre no Bairro Chinês (San Suk Si Gin), de Tung-Shing Yee (2009)

Todo mundo conhece Jackie Chan por protagonizar comédias onde mostra suas habilidades no Kung-Fu. Jackie Chan é sem dúvidas o maior fenômeno das artes marciais e do cinema chinês desde Bruce Lee.
Quem espera encontrar Jackie Chan em um de seus típicos filmes em "O Massacre no Bairro Chinês" (2009) irá certamente se decepcionar, e deixará passar a oportunidade de apreciar esse brilhante trabalho igualável a poucos do gênero. Esse filme policial é um filme muito mais denso que as comédias que Chan normalmente protagoniza.
O filme fala sobre a vida de imigrantes chinêses vivendo no Japão onde entram em conflito com a Yakusa (Máfia japonêsa), um drama/policial que pode intrigar sua mente, com um roteiro muito bem amarrado, com personagens chamativos, e cenas de violência de gelar a espinha. Os fãs do gênero policial não devem deixar de assistir.

Facebook Oficial do Jackie Chan:
http://www.facebook.com/#!/jackie

Nosso Lar, de Wagner de Assis (2010).

O primeiro rumor que escutei sobre o filme Nosso Lar de Wagner de Assis (2010), filme baseado na obra homônima de Chico Xavier, foi sobre o alto custo de sua produção, a mais alta de todos os filmes brasileiros já feitos. Ouvi que o resultado final não era digno das cifras gastas com o filme. Depois de assistir o filme, o que posso dizer é que Wagner de Assis fez um trabalho impecável quanto ao que diz respeito a produção do filme, cenários, figurinos, iluminação, efeitos especiais, todos eles estão em perfeita harmonia.
Para fazer uma crítica sobre a qualidade da adaptação do livro para o filme, eu precisaria ter lido o livro, portanto não entrarei no mérito dessa questão. Talvez o que tenha faltado ao filme seja uma abertura maior na maneira de contar a história do livro, para que mesmo não espiritas entendessem com clareza o que acontece com André Luiz.
De qualquer maneira, espirita ou não, se você tem um mínimo de conhecimento sobre essa doutrina é preciso coragem para assistir esse filme, afinal não somos santos e ir para o Umbral é uma perspectiva que pode nos assustar mais do que assistir um simples filme de horror.

13 de mar. de 2011

Marat-Sade, de Peter Brook (1967)

Peter Brooks tem fortes conexoes com o teatro, por mais de duas decadas ele dirigiu a londrina Royal Shakespeare Company, nao e de se estranhar que seus filmes em boa parte sejam peças teatrais remontadas para o cinema.
Marat-Sade é uma peça escrita pelo alemão Peter Weiss, baseada nas peças encenadas pelo Marques de Sade em sua estadia no manicomio de Charenton. Ou seja, a montagem de Brooks, é uma peça de teatro, que fala sobre uma outra peça de teatro, dentro de um filme, é portanto uma releitura que sobrepoe em camadas diferentes literaturas.
Provavelmente por consequência da sua forte ligação com o teatro, Brooks acaba trazendo o que o teatro tem de mais relevante, o que sustenta a cena, a interpretacao dos atores. Cada ator se engaja em ser o mais convincente possível, teatralmente falando, ele acredita que a atuação forte agrega valor ao filme. A aparente falta de interesse em aprofundar-se na linguagem cinematografica, na verdade trás para o cinema uma dimensão maior do que pode ser cinema, dimensão que acaba faltando na maioria das produções convencionais. A grande difereça é a liberdade criativa.
É um fato que o teatro assim como a literatura ifuenciaram o cinema, assim como todas as artes fazem mutuamente, dessa maneira, porque essas qualidades precisariam ficar apagadas dentro de um filme? Talvez o espectador menos acostumado a assistir filmes de forma analítica, sinta dificuldade em entreter-se com o filme. Mas a dificuldade está em falta de familiaridade com a linguagem, e da espectativa viciada criada pelos Block Busters. Para quem já assiste filmes com mais atenção, conseguirá ver em Brooks uma interessante quebra de padrão.

Duplo Suicídio em Amijima, de Masahiro Shinoda (1969)

“Shinju Ten no Amijima” é uma obra cult do cinema Japonês, ele trás elementos de um teatro de bonecos sêcular ao mesmo tempo que contextualiza o Japão do século XVIII. A narrativa do filme é interpolada pelo teatro de bonecos.
A contextualizaçã o do Japão do século XVIII fica engrandecida pela boa interpretação dos atores, que dão um tom exótico que nos faz refletir sobre identidades etnícas. A maneira aparentemente estranha de suas relações, e suas atitudes.
O filme possui uma incontestável modernidade em sua linguagem, “Shinkiu Ten no Amijima” não tem é um filme ingênuo. Ele mantém a força da história em cada cena, que lembram muito os atos das peças de Shakespere. A intensidade do filme está dividida em duas camadas, para ser entendida por letrados e iletrados, uma trama que se revela interna a cada cena, e outra que guia a história do filme de moral óbvia e heróica.


Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord (1973)

Em 1973, Guy Debord, autor do livro “A sociedade do espetáculo”, cria o filme de mesmo nome em forma de filme-manifesto, usando imagens para ilustrar sua narrativa em voz off. Ironicamente, Debord utiliza o próprio objeto de sua crítica, as imagens, para realizar sua narrativa.
A crítica de Debord consiste em questionar o funcionamento da sociedade contemporânea - vista de fora ou de dentro? Debord viveu dentro da sociedade do espetáculo, porém ele precisou sair dela, através da reflexão, para vislumbrar o espetáculo - onde os valores dos objetos reais são transferidos para as imagens destes objetos, criando um complexo sistema de imagens que retratam parcialmente a realidade, e uma realidade que absorve apenas imagens. A sociedade do espetáculo se deve aos meios e técnicas de comunicação e propaganda que criam a todo momento ícones e imagens que seduzem o indivíduo, fazendo com que ele se esqueça do seu meio físico-real para viver em busca de uma vida prometida pelas imagens. Hoje, não compramos um produto pela real necessidade daquele produto, mas pela imagem que este produto agregará a nossa própria imagem.
Debord fala de duas formas do espetáculo, difuso e concentrado. O concentrado é caracterizado pelos regimes totalitários onde a imagem de um único estilo de vida deve ser seguido, escondendo com isso os elementos reais que não condizem com este estilo (geralmente elementos negativos como a miséria e violência são maquiados por propaganda). Um exemplo deste tipo de espetáculo pode ser visto no filme “Círculo de Fogo” de Jean-Jacques Annud (2001), onde para vencer a guerra contra a Alemãnha nazista, os russos utilizam a imprensa para criar um herói, o personagem Vassili Zaitsev interpretado por Jude Law. Esse herói motivará os outros soldados na frente de batalha. O outro tipo de espetáculo é o difuso, representado por regimes democráticos. Neste caso, a diversidade de produtos leva a população a crer numa falsa liberdade de escolha. Falsa liberdade porque suas opções de escolha são apenas imagens diferenciadas, não lhes sendo possível distinguir entre imagem e realidade.
Nossa sociedade vive alienada de sua condição, o estado que precisa da mão de obra do povo cria meios de ilusão, claros ou obscuros, para que o povo continue lhes promovendo com a sua força de trabalho; são os velhos calhordas que nos administram, e assim vai continuar enquanto construirmos nossas próprias escolhas.