Em “Bill e Ted - Uma Aventura Fantástica”, Ted será enviado para um colégio militar caso Bill e ele, saiam-se mal no relatório final de História da Humanidade, cujo tema é, “O que importantes figuras históricas achariam de San Dimas em 1988”. Acontece que para o futuro Bill e Ted serão pessoas muito importantes e diante da iminente reprovação, Rufus é enviado do futuro para ajudá-los a se sair bem no teste e evitar que os dois sejam separados. Para isso eles receberão de Rufus uma máquina do tempo em forma de cabine telefônica, com a qual poderão visitar diferentes períodos da história.
Eles são muito importantes para o futuro da humanidade, isso não lembra outro filme? “O Exterminador do Futuro” (1984). E me diga se eu estou enganado, mas essa cabine tem alguma coisa que lembra o De Lorean o carro maquina do tempo de “De Volta para o Futuro” (1985).
Infelizmente a parte que deveria ser a mais interessante do filme, que é o encontro das protagonistas com as figuras históricas, Napoleão, Sócrates, Freud, Beethoven, Gengis Khan, Abraham Lincon, não é explorada para valer e realmente não acrescenta nada ao filme.
Mas não desanimem de assistir a franquia ela fica melhor no segundo filme, “Bill e Ted - Dois Loucos no Tempo” (1991). Segundo Keanu Reaves que interpreta Ted, em breve teremos mais uma continuação.
Quem se lembra do filme "A Bruxa de Blair" (1999), de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez? Esse filme marcou o mercado cinematográfico arrecadando 248 milhões de dólares e custando para para os produtores apenas 60 mil dólares. Recentemente, o lançamento de "Atividade Paranormal" (2007), de Oren Peli, arrecadou 193 milhões de dólares e custou menos ainda, somente 15 mil dólares.
Em 2010 foram lançados "127 horas" de Danny Boyle "A Praia" (2000), e "Enterrado Vivo" de Rodrigo Cortés. "127 horas" conta a história real de um jovem que ao se aventurar por uma região de cânions em Utah, EUA, fica preso entre rochas sem socorro. "Enterrado Vivo" conta a história de um motorista de caminhão que está trabalhando no Iraque; ele é capturado e enterrado, por terroristas, em uma caixa de madeira. O foco principal dos dois filmes são os momentos de angústia vividos pelos protagnonistas. Um único cenário. Atuações solitárias. "127 horas" ainda recebeu 3 indicações para o Globo de Ouro, e 6 para o Oscar.
Infelizmente eu precisarei decepcioná-los leitores internautas, mas esses filmes não custaram 5 mil dólares. Segundo o orçamento divulgado de "127 horas" foram gastos 18 milhões para sua produção e, segundo Roberto Cortés, o custo da produção de "Enterrado Vivo" foi de aproximadamente 3 milhões de dólares. Pelo menos foi isso que disseram. Compare esses filmes com os que citei acima e veja se você consegue me responder, onde foi gasto esse dinheiro todo? Os filmes não custaram U$5.000,00, mas bem que poderiam ter custado, não poderiam?!
Todo mundo conhece Jackie Chan por protagonizar comédias onde mostra suas habilidades no Kung-Fu. Jackie Chan é sem dúvidas o maior fenômeno das artes marciais e do cinema chinês desde Bruce Lee. Quem espera encontrar Jackie Chan em um de seus típicos filmes em "O Massacre no Bairro Chinês" (2009) irá certamente se decepcionar, e deixará passar a oportunidade de apreciar esse brilhante trabalho igualável a poucos do gênero. Esse filme policial é um filme muito mais denso que as comédias que Chan normalmente protagoniza. O filme fala sobre a vida de imigrantes chinêses vivendo no Japão onde entram em conflito com a Yakusa (Máfia japonêsa), um drama/policial que pode intrigar sua mente, com um roteiro muito bem amarrado, com personagens chamativos, e cenas de violência de gelar a espinha. Os fãs do gênero policial não devem deixar de assistir.
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O primeiro rumor que escutei sobre o filme Nosso Lar de Wagner de Assis (2010), filme baseado na obra homônima de Chico Xavier, foi sobre o alto custo de sua produção, a mais alta de todos os filmes brasileiros já feitos. Ouvi que o resultado final não era digno das cifras gastas com o filme. Depois de assistir o filme, o que posso dizer é que Wagner de Assis fez um trabalho impecável quanto ao que diz respeito a produção do filme, cenários, figurinos, iluminação, efeitos especiais, todos eles estão em perfeita harmonia. Para fazer uma crítica sobre a qualidade da adaptação do livro para o filme, eu precisaria ter lido o livro, portanto não entrarei no mérito dessa questão. Talvez o que tenha faltado ao filme seja uma abertura maior na maneira de contar a história do livro, para que mesmo não espiritas entendessem com clareza o que acontece com André Luiz. De qualquer maneira, espirita ou não, se você tem um mínimo de conhecimento sobre essa doutrina é preciso coragem para assistir esse filme, afinal não somos santos e ir para o Umbral é uma perspectiva que pode nos assustar mais do que assistir um simples filme de horror.
Peter Brooks tem fortes conexoes com o teatro, por mais de duas decadas ele dirigiu a londrina Royal Shakespeare Company, nao e de se estranhar que seus filmes em boa parte sejam peças teatrais remontadas para o cinema. Marat-Sade é uma peça escrita pelo alemão Peter Weiss, baseada nas peças encenadas pelo Marques de Sade em sua estadia no manicomio de Charenton. Ou seja, a montagem de Brooks, é uma peça de teatro, que fala sobre uma outra peça de teatro, dentro de um filme, é portanto uma releitura que sobrepoe em camadas diferentes literaturas. Provavelmente por consequência da sua forte ligação com o teatro, Brooks acaba trazendo o que o teatro tem de mais relevante, o que sustenta a cena, a interpretacao dos atores. Cada ator se engaja em ser o mais convincente possível, teatralmente falando, ele acredita que a atuação forte agrega valor ao filme. A aparente falta de interesse em aprofundar-se na linguagem cinematografica, na verdade trás para o cinema uma dimensão maior do que pode ser cinema, dimensão que acaba faltando na maioria das produções convencionais. A grande difereça é a liberdade criativa. É um fato que o teatro assim como a literatura ifuenciaram o cinema, assim como todas as artes fazem mutuamente, dessa maneira, porque essas qualidades precisariam ficar apagadas dentro de um filme? Talvez o espectador menos acostumado a assistir filmes de forma analítica, sinta dificuldade em entreter-se com o filme. Mas a dificuldade está em falta de familiaridade com a linguagem, e da espectativa viciada criada pelos Block Busters. Para quem já assiste filmes com mais atenção, conseguirá ver em Brooks uma interessante quebra de padrão.
“Shinju Ten no Amijima” é uma obra cult do cinema Japonês, ele trás elementos de um teatro de bonecos sêcular ao mesmo tempo que contextualiza o Japão do século XVIII. A narrativa do filme é interpolada pelo teatro de bonecos. A contextualizaçã o do Japão do século XVIII fica engrandecida pela boa interpretação dos atores, que dão um tom exótico que nos faz refletir sobre identidades etnícas. A maneira aparentemente estranha de suas relações, e suas atitudes. O filme possui uma incontestável modernidade em sua linguagem, “Shinkiu Ten no Amijima” não tem é um filme ingênuo. Ele mantém a força da história em cada cena, que lembram muito os atos das peças de Shakespere. A intensidade do filme está dividida em duas camadas, para ser entendida por letrados e iletrados, uma trama que se revela interna a cada cena, e outra que guia a história do filme de moral óbvia e heróica.
Em 1973, Guy Debord, autor do livro “A sociedade do espetáculo”, cria o filme de mesmo nome em forma de filme-manifesto, usando imagens para ilustrar sua narrativa em voz off. Ironicamente, Debord utiliza o próprio objeto de sua crítica, as imagens, para realizar sua narrativa. A crítica de Debord consiste em questionar o funcionamento da sociedade contemporânea - vista de fora ou de dentro? Debord viveu dentro da sociedade do espetáculo, porém ele precisou sair dela, através da reflexão, para vislumbrar o espetáculo - onde os valores dos objetos reais são transferidos para as imagens destes objetos, criando um complexo sistema de imagens que retratam parcialmente a realidade, e uma realidade que absorve apenas imagens. A sociedade do espetáculo se deve aos meios e técnicas de comunicação e propaganda que criam a todo momento ícones e imagens que seduzem o indivíduo, fazendo com que ele se esqueça do seu meio físico-real para viver em busca de uma vida prometida pelas imagens. Hoje, não compramos um produto pela real necessidade daquele produto, mas pela imagem que este produto agregará a nossa própria imagem. Debord fala de duas formas do espetáculo, difuso e concentrado. O concentrado é caracterizado pelos regimes totalitários onde a imagem de um único estilo de vida deve ser seguido, escondendo com isso os elementos reais que não condizem com este estilo (geralmente elementos negativos como a miséria e violência são maquiados por propaganda). Um exemplo deste tipo de espetáculo pode ser visto no filme “Círculo de Fogo” de Jean-Jacques Annud (2001), onde para vencer a guerra contra a Alemãnha nazista, os russos utilizam a imprensa para criar um herói, o personagem Vassili Zaitsev interpretado por Jude Law. Esse herói motivará os outros soldados na frente de batalha. O outro tipo de espetáculo é o difuso, representado por regimes democráticos. Neste caso, a diversidade de produtos leva a população a crer numa falsa liberdade de escolha. Falsa liberdade porque suas opções de escolha são apenas imagens diferenciadas, não lhes sendo possível distinguir entre imagem e realidade. Nossa sociedade vive alienada de sua condição, o estado que precisa da mão de obra do povo cria meios de ilusão, claros ou obscuros, para que o povo continue lhes promovendo com a sua força de trabalho; são os velhos calhordas que nos administram, e assim vai continuar enquanto construirmos nossas próprias escolhas.